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Especialista em inovação, Marcos Cavalcanti, apresentou em Curitiba as oportunidades e dificuldades enfrentadas pelos empresários para inovar
O Centro Internacional de Inovação (C2i), do Sistema Fiep, realizou nesta quarta-feira (01) mais um Diálogo & Inovação, reunindo empresários e pesquisadores paranaenses para discutir as oportunidades e benefícios de investimento em PD&I para competitividade no setor industrial. O convidado deste encontro foi o coordenador do Centro de Referência em Inteligência Empresarial (CRIE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcos Cavalcanti.
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Na tarde do dia 25 de agosto de 2010, aconteceu o Tour Tecnológico, evento do programa INTEGRA, promovido pela ADETEC, ACIL, FIEP e SEBRAE reuniu empresários, profissionais, estudantes e pesquisadores de Londrina e Região que visitaram as instalações de Tamarana Metais para conhecer seus processos de gestão ambiental.
A visita proporcionou a oportunidade para os profissionais e pesquisadores ampliarem o aprendizado e identificar novas idéias e ações sobre a aplicação de práticas sustentáveis. Para o empresário Ary Sudan, "a Tamarana Metais vem incentivando a pesquisa e a prática da inovação, de forma constante tanto no seu público interno, como através de convênios e programas que mantém com Universidades e Centros de Pesquisa. Nesses quinze anos de existência, temos a consciência de que já contribuímos de forma significativa para o setor de reciclagem no Brasil".
Para Gloria Alfredo da Cruz, pesquisadora da UTFPR - Campus Cornélio Procópio "visitas técnicas deste porte, são importantes para a formação de um profissional consciente, pois além do caráter informativo, tanto em nível acadêmico como social, coloca pessoas em contato direto com empresas que inovaram em seu ramo e obtiveram sucesso, mostrando que atravésde um trabalho em conjunto associado à dedicação é possível a prosperidade entre indústria, meio ambiente e, consequentemente, à saúde da comunidade".
O empresário do segmento de viagens, José Pimenta Abreu, que também participou do evento salienta que "visão e futuro, ações inovadoras, soluções criativas e muito comprometimento só podem resultar em sucesso." Outro participante, Marcos Bernardo de Lima, professor da Unopar, diz "fiquei impressionado pelo processo de gestão aplicado na empresa, demonstrando como harmonizar questões ambientais, sociais e do capital".
O evento, portanto, mostrou aos participantes que é possível preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local e o bem-estar econômico e social das futuras gerações.
Iniciativa pretende auxiliar empreendedores na estruturação de Planos de Negócio
O Centro Internacional de Inovação (C2i), em parceria com a Junior Chamber International (JCI), irá lançar o Concurso de Plano de Negócios. O objetivo é incentivar empresas e pesquisadores a desenvolver planos de negócios a empreender com foco em inovação. O lançamento do concurso está previsto para 20 de setembro e as inscrições ficarão abertas até o dia 31 de outubro.
De acordo o consultor de negócios do C2i, Augusto Muratori, a principal dificuldade que os empreendedores enfrentam para gerenciar a inovação está no despreparo e na falta de um plano de negócios. “Queremos chamar os empreendedores, por meio do concurso, para que eles possam estruturar seus planos de negócios e viabilizar suas ideias”.
O concurso terá duas categorias: pessoa física e inventores; e Micro e Pequenas Empresas (MPE’s), com faturamento anual até R$ 2,4 milhões. Para ambas, o Plano de Negócio se faz necessário para identificar oportunidades, riscos do negócio, mercados potenciais, além de outros importantes fatores que o empreendedor deve levar em consideração antes de abrir um negócio ou viabilizar um projeto. “O Plano de Negócio é o ponto de partida para entender o quanto de recursos pode – ou deve – ser investido. É ele quem norteia o empreendedor”, ressalta Muratori.
Para quem – Poderão se inscrever no concurso, empresas de todos os segmentos, além de inventores (acadêmicos) ou empreendedores individuais que tenham uma ideia inovadora e precisam construir um plano de negócios para viabilizá-la. O concurso acontece em duas etapas. Na primeira, os candidatos deverão inscrever um resumo do negócio ou da ideia. Uma banca formada por profissionais do C2i, acadêmicos e empresários parceiros do Sistema Fiep irá selecionar as ideias mais viáveis e com potencial inovador, além do perfil do empreendedor. Para as Micro e Pequenas Empresas (MPE’s), além desses critérios, será avaliado, também, o perfil da empresa. Os selecionados na primeira etapa receberão treinamento para a elaboração do Plano de Negócios completo, que será apresentado para a banca final que definirá os vencedores. “Na primeira fase não é necessário que o empreendedor tenha um Plano de Negócios pronto. Basta que ele tenha uma boa ideia de negócio”, destaca Muratori.
Premiação – Os prêmios serão diferentes para cada categoria. Para empreendedores individuais e inventores, o melhor Plano de Negócio receberá R$ 25 mil em dinheiro. Já para a categoria empresas, o vencedor irá receber, em forma de custeio, a participação em uma feira, nacional ou internacional, dentro da área de atuação da empresa. A premiação também contempla o acompanhamento de três meses do empreendimento por um executivo experiente da Rede de Inovação do C2i, e o desenvolvimento de um plano de inovação por meio do Inova-X-Press, além de uma consultoria em fomentos. Esta premiação será estendida para o segundo colocado de cada categoria.
Para garantir a segurança dos participantes, todas as informações submetidas ao Concurso de Plano de Negócios serão tratadas de forma confidencial. Todos os envolvidos no concurso, sejam participantes, instrutores ou membros da banca, estarão sob acordo de confidencialidade.
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Curitiba terá unidade da BM&F Bovespa em parceria com C2i. Anúncio foi feito pelo diretor da Bolsa de Valores durante o Innovation Day
O Centro Internacional de Inovação (C2i), do Sistema Fiep, realizou em agosto o Innovation Day. Um dia inteiro de reflexões e debates sobre inovação na indústria. O evento foi marcado pelo anúncio oficial da parceria entre o C2i e a BM&F Bovespa, para a instalação de uma unidade da Bolsa de Valores em Curitiba, na sede da Fiep.
O anuncio da parceria foi feito pelo diretor de desenvolvimento e fomento da BM&F Bovespa, Verdi Monteiro. A iniciativa, segundo Monteiro, irá aproximar as empresas paranaenses dos assuntos da Bolsa e trará ao estado o Instituto Educacional Bovespa, focado no incentivo ao empreendedorismo e a capacitação de micro e pequenas empresas, a Bovespa Empresa entre outros serviços. A Unidade de Curitiba está prevista para novembro e será a terceira no Brasil, e a primeira em parceria com uma Instituição de representação de classe como a Fiep.
Segundo o diretor geral do C2i, Ronald Martin Dauscha, o Centro exerce o papel de estreitar os caminhos entre a indústria com potencial inovador e as soluções disponíveis. “O C2i não tem a pretensão de oferecer sozinho todas as soluções em inovação. Por isso, buscamos parcerias como essa, inédita, da BM&F Bovespa.”. Também no Innovation Day, o C2i oficializou outra importante parceria que trouxe a Curitiba o primeiro capítulo regional da ANPEI - Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras.
A importância da inovação para a competitividade industrial
Participaram do Innovaton Day, vinte e três especialistas nacionais e internacionais que discutiram cases como Criatividade, Gestão da Inovação, Sustentabilidade e Meio Ambiente, Empreendedorismo e Tecnologia. Ao todo foram onze painéis debatidos no Cietep. De acordo com o vice-presidente do Sistema Fiep e conselheiro do C2i, Wolney Betiol, o Centro acredita no potencial da inovação para transformação da sociedade. “Não escolhemos a inovação porque está na moda. Acreditamos na inovação como medida propulsora de crescimento sustentável de uma sociedade e de aumento da competitividade empresarial. Queremos colocar o Paraná entre os dez melhores lugares do mundo para se viver”, afirma.
O presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, participou da abertura e destacou a importância do envolvimento de todos os atores da sociedade no desenvolvimento sustentável do estado. “Precisamos pensar e agir efetivamente para construir uma sociedade melhor”, destaca Loures que também falou dos esforços da Fiep, por meio da Universidade da Indústria (Unindus) e do C2i para a capacitação dos profissionais da Indústria. “Estamos desenhando uma macro Universidade da Indústria que contará com campus nos principais países com potencial industrial”.
Painéis apresentados – O evento contou com apresentação de cases e painéis de profissionais renomados como o presidente da Montana Indústria de Máquinas, Gilberto Zancopé; do professor da Unicamp, Ruy Quadros, dos especialistas em criatividade Paulo Benetti e Gisela Kassoy; o presidente e fundador do Instituto Educere, Ater Cristófoli; o diretor de fomentos da BM&F Bovespa, Verdi Monteiro; o presidente da ANPEI, Carlos Calmanovicci; e o professor francês do CNAM – Conservatoire National des Arts et Métiers, Marc Giget.
Tecnologia – O Innovation Day também reforçou a participação do Sistema Fiep nas redes sociais. As equipes de Comunicação do C2i e do Portal Rede de Inovação promoveram a transmissão do evento em tempo real, destacando os principais momentos de cada painel, via twitter @C2i_Inova e @redeinovacao. Foram mais de 250 posts, além de receber a participação de internautas de várias partes do Brasil que replicaram os posts, enviaram comentários e perguntas aos palestrantes receberam as respostas pelo próprio twitter. Um modelo inovador de democratizar a informação e o conhecimento.
Para conferir as apresentações dos palestrantes e debatedores que participaram do Innovation Day clique aqui.
Veja também o vídeo do evento neste link.

Projeto criado pela Fiep traça os caminhos a serem percorridos em direção ao futuro industrial sustentável para o Paraná
O Sistema Fiep, por meio do Centro Internacional de Inovação (C2i) e do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia do SENAI/PR, realizou em agosto, mais um Encontro Rotas Estratégicas Para o Futuro da Indústria. O evento reuniu cerca de 40 empresários e pesquisadores para discutir a importância e as oportunidades de eficiência energética para o setor industrial.
A cada encontro, os convidados têm a oportunidade de ouvir dicas e projetos de especialistas no tema proposto. Desta vez, os convidados foram o coordenador do Departamento de Energia da Fiep, Frederico Reichmann; o coordenador do Programa de Eficiência Energética da Copel, Jamilton Watanabe Lobo; e o organizador do mestrado profissional em engenharia elétrica da UTFPR, Winderson Santos, que aproveitou o tema e o encontro para convidar os empresários a participarem e incentivarem seus colaboradores a participar do curso.
De acordo com o coordenador do Departamento de Energia da Fiep, Frederico Reichmann, a energia impacta diretamente no custo da empresa, e muitas são as oportunidades para reduzir estes custos. "O empresário precisa ficar atento as oportunidades de economia de energia, eliminar os desperdícios e investir em programas de eficiência energética", reforça.
Consumo na indústria
Segundo o coordenador do Programa de Eficiência Energética da Copel, Jamilton Lobo, a preocupação com a redução e o uso correto de energia na indústria reflete, não apenas na redução de custos, mas também na minimização de impactos ambientais, na redução de investimentos para a construção de usinas e linhas de redes, além de garantir o fornecimento aos usuários. "Estudos mostram que o brasileiro desperdiça entre 15% e 20% de toda a energia utilizada".
A indústria, segundo pesquisa das concessionárias de energia, é responsável pelo consumo de 34% de toda a energia distribuída no Brasil. Lobo apresentou como essa energia é consumida no setor industrial. Segundo ele, os motores elétricos são responsáveis por 51% do consumo. Em seguida estão os processos químicos, com 21% do consumo de energia elétrica. O aquecimento responde por 20% e, no fim da fila, estão a refrigeração com 6% e a iluminação que consome apenas 2% da energia destinada à indústria.

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